GANSO na Bang Venue
Texto e fotografia: Íris Disruptiva
A Bang Venue fervilhava com um público expectante que se aglomerava na primeira fila, para um encontro de primeiro grau com os Ganso. Eles deram-nos o novíssimo Vice Versa, mas também um lamiré pelos grandes êxitos dos últimos anos, e a multidão respondeu coreografando, instintivamente, o seu entusiasmo.
A sonoridade dos Ganso transporta-nos para uma breve viagem num elevador de um filme de Wes Anderson: um tropical boémio, cheio de sol e tons pastéis. Leva a imaginação a um cenário moderno dos anos 70, como que uma bossa nova tuga, rica em teclados que remetem ao espaço sideral.
Os cinco rapazes deram tudo. Criaram uma atmosfera hipnótica para os fãs, em êxtase. O tom melodioso entranha-se nos corpos dançantes e parece ter uma qualidade quase telepática, capaz de criar um diálogo interno com a mente de quem o ouve.
No fim, estiveram na galhofa com a malta, a assinar t-shirts, enquanto conversavam casualmente com todos. Em pleno outono, mostraram-se fáceis, leves e quentes como um dia de verão: um fetiche fonético, muito mais mágico do que lógico.