“Qualquer um pode cantar” - diz a Bia Maria

Texto e fotos por Íris Disruptiva

Bia Maria está a morder o fruto maduro do seu percurso nos últimos anos.

Este Verão, ela começou por trazer à baila a “Marcha da Paridade”, uma canção cheia de sumo, com um quê de viciante.

O álbum de estreia chama-se “Qualquer Um Pode Cantar” e mais do que apenas um nome, é um repto. 

A noite era dela mas o seu coração está no coletivo.

Na primeira noite de Novembro, subiram ao palco do Teatro Municipal mais de duas dezenas de pessoas da terra, entre eles, Xtinto e Essence Voices. Falou-se muito em descentralizar a cultura, e que bonito que foi ter Ourém como epicentro e testemunha deste espetáculo que exalta um sentimento de pertença e o palco como lugar de celebração de uma identidade comum.

Um espetáculo comovente, feito por uma mulher que rega com curiosidade todos os ângulos e caminhos da sua existência.

Neste processo, Bia Maria leva-nos pela mão com ternura. E ali ficamos, com a cabeça deitada no seu colo quente, deixando que as palavras nos levem a passear a seu lado.

Mas há também uma faca na sua voz.

A doçura não é um caminho para a complacência. Já lá vai o tempo dos silêncios confortáveis e de paninhos quentes. Este é um clamor e uma ordem: “Usa a tua voz. Olha o poder que ela tem!”. O tempo urge. 

Fica o convite de quem só vos quer bem:
“Qualquer Um Pode Cantar” disponível para escuta atenta a 8 de Novembro e Bia Maria ao vivo no Musicbox a 9 de Novembro.





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